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10,20 e 50 Heller– 1920 – Liechtenstein

  • awada
  • 2 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de jan.

 As únicas cédulas emitidas por um país em toda a sua história.



Em termos geopolíticos, um microestado é geralmente definido como um país soberano com território muito reduzido — em regra inferior a 1.000 km² — e população pequena. A Europa abriga seis microestados: Vaticano, Mônaco, São Marino, Malta, Andorra e Liechtenstein. Este último possui cerca de 160 km² de território e uma população atual em torno de 40 mil habitantes. Encravado nos Alpes, entre a Áustria e a Suíça, e oficialmente denominado Principado de Liechtenstein, o país é uma monarquia constitucional com fortes elementos democráticos. Nesse sistema, o chefe de Estado é um monarca hereditário, cujos poderes são limitados por uma Constituição e pelo funcionamento de instituições representativas, distinguindo-se tanto da monarquia absolutista quanto de uma república. Historicamente, o território que hoje forma Liechtenstein esteve sob diferentes entidades políticas. Na Antiguidade, integrou o Império Romano; na Idade Média, passou a fazer parte do Sacro Império Romano-Germânico. A Casa de Liechtenstein adquiriu os condados de Vaduz e Schellenberg no final do século XVII e início do XVIII, e em 1719 essas terras foram elevadas a principado imperial. Com a dissolução do Sacro Império Romano-Germânico em 1806, Liechtenstein tornou-se efetivamente independente. Desde então, o principado manteve praticamente o mesmo território e continua a ser governado pela Casa de Liechtenstein, uma das mais antigas dinastias europeias ainda no poder. O atual chefe de Estado é o príncipe Hans-Adam II, embora parte das funções governamentais tenha sido delegada ao príncipe herdeiro. A língua oficial do país é o alemão, falado desde a formação histórica da região. A economia de Liechtenstein baseia-se principalmente em serviços financeiros, indústria de alta tecnologia e regime fiscal atrativo, o que o coloca entre os países com maior renda per capita do mundo. Ao longo do século XX, o país foi frequentemente associado a práticas de sigilo bancário excessivo e lavagem de dinheiro, embora, nas últimas décadas, tenha adotado reformas para alinhar-se a padrões internacionais de transparência. No campo monetário, Liechtenstein utilizou o krone, equivalente ao do Império Austro-Húngaro, entre 1898 e 1921. Após o colapso do império ao fim da Primeira Guerra Mundial e a consequente instabilidade da moeda austríaca, o principado decidiu adotar o franco suíço em 1921, que permanece em uso até hoje. Pouco antes dessa mudança, em 1920, a escassez de numerário em circulação levou Liechtenstein a emitir emergencialmente cédulas de pequeno valor em heller, conhecidas como Notgeld. Nessa emissão, 100 heller correspondiam a 1 krone. Essas cédulas representaram a única emissão de papel-moeda da história do país. Embora Liechtenstein tenha posteriormente cunhado algumas moedas próprias denominadas em francos, elas também tiveram circulação limitada e curta duração.

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