10.000 Sheqelim – 1984 – Israel
- awada
- 17 de set. de 2021
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Atualizado: 30 de jan.
Golda Meir: A "Dama de Ferro" da política israelense.


Golda Meir (1898–1978) foi uma das figuras centrais da política israelense e desempenhou papel decisivo tanto na criação do Estado de Israel quanto em sua condução durante os difíceis anos de consolidação nacional. Nascida em Kiev, então parte do Império Russo (atual Ucrânia), ainda criança emigrou com a família para os Estados Unidos, onde foi criada em Milwaukee, no estado de Wisconsin. Aos 23 anos, após se casar, imigrou para a então Palestina sob mandato britânico, estabelecendo-se inicialmente em um kibutz. Desde cedo engajada no movimento sionista e nas estruturas políticas da comunidade judaica, Golda construiu uma trajetória ascendente que a levaria ao mais alto cargo do Estado israelense. Em 1948, quando Israel declarou sua independência, Golda Meir foi uma das duas únicas mulheres entre os signatários da Declaração de Independência. Pouco depois, viajou aos Estados Unidos com a missão de arrecadar fundos essenciais para o recém-criado país, tendo recebido desta forma o primeiro passaporte emitido pelo Estado de Israel. Golda afastou-se formalmente do governo em meados da década de 1960 após ser diagnosticada com um linfoma, deixando o cargo de ministra das Relações Exteriores em 1965. No entanto, após a morte repentina do primeiro-ministro Levi Eshkol, em fevereiro de 1969, foi chamada de volta à vida política para liderar o governo, tornando-se primeira-ministra no restante do mandato. Golda porém provou sua capacidade de liderança e, ao concorrer ao cargo na eleição seguinte, ela venceu, permanecendo no cargo até 1974. Durante seu governo, Israel aceitou o cessar-fogo que encerrou a chamada Guerra de Desgaste (1967–1970), conflito travado principalmente entre Israel e o Egito ao longo do Canal de Suez. A trégua foi intermediada pelos Estados Unidos no âmbito do chamado Plano Rogers e representou um passo diplomático importante, ainda que não tenha resolvido as questões centrais relacionadas ao Sinai e ao conflito árabe-israelense. A imagem no verso da cédula retrata Golda Meir em meio a uma multidão estimada em dezenas de milhares de judeus reunidos nos arredores da Sinagoga Coral de Moscou, durante as celebrações do Ano-Novo Judaico em 1948. À época, ela exercia o cargo de ministra plenipotenciária de Israel junto à União Soviética, em uma visita que se tornou um dos episódios simbólicos mais marcantes do judaísmo soviético no pós-guerra. A imagem original (frequentemente reproduzida em preto e branco) mostra uma cena densa e emocionante, onde Golda é aclamada no meio da multidão, um ato de coragem dada a repressão soviética na época.


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