1 Rublo – 2019 – Transnístria
- awada
- 6 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: há 3 dias
O estado satélite da Rússia que é uma ferida aberta na Europa Oriental.


A Transnístria é um território com um nome que pode soar estranho e pouco conhecido. Oficialmente, seus cerca de 500 mil habitantes chamam-na de República Moldava da Pridnestróvia. Apesar de “Transnístria” ou “Trans-Dniéster/Transdniestr” serem nomes mais usados internacionalmente e mais fáceis de pronunciar em português ou inglês, o nome oficial reflete a autodefinição local. Trata-se de uma região localizada dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas da Moldávia, no Leste Europeu — uma estreita faixa de terra entre o rio Dniester e a fronteira com a Ucrânia, além de algumas áreas na margem oposta. Em 1990, com o desmoronamento da antiga União Soviética, a região declarou unilateralmente sua independência da Moldávia, temendo uma possível união da Moldávia com a Romênia e desejando manter sua identidade e vínculos com a esfera soviética/russa. Posteriormente, em 1992, eclodiu a Guerra da Transnístria entre forças separatistas — apoiadas por tropas do antigo 14º Exército soviético/russo — e o governo da Moldávia. O conflito oficialmente terminou com um cessar-fogo ainda em 1992. Desde então, a Transnístria funciona como uma república de facto independente, com governo próprio, parlamento, forças armadas, polícia, sistema postal, sua própria moeda, registro de veículos, bandeira, hino e brasão. Contudo, o seu status internacional permanece sem reconhecimento. Nenhum país membro da Nações Unidas reconhece oficialmente a Transnístria como estado independente — nem mesmo a Rússia, embora esta exerça grande influência e mantenha tropas na região. Em termos diplomáticos e jurídicos, a Transnístria continua sendo reconhecida como parte da Moldávia, e a relação entre elas costuma ser descrita como um “conflito congelado”. Mesmo assim, o governo transnistriano mantém símbolos soviéticos e celebrações ligadas à herança da URSS. A cédula acima por exemplo exibe o retrato do Alexander Vasilyevich Suvorov (1730–1800). Suvorov — um generalíssimo da Rússia Imperial — fundou a cidade de Tiraspol, que se tornou a capital da Transnístria. Ele é amplamente reconhecido na história militar russa como um dos poucos generais que nunca perderam uma grande batalha — o que explica sua popularidade histórica. Suvorov considerava a baioneta como arma essencial e preferia combates corpo a corpo, confiando pouco nas balas — uma tática mencionada em relatos sobre suas campanhas. De fato, a Transnístria adotou sua imagem como forma de legitimar simbolicamente a cultura militar/histórica que a liderança local reivindica.


Comentários