1 Pound – 1983 – Ilha de Man
- awada
- 17 de jul. de 2021
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Atualizado: 18 de jan.
BOPP, Tyvek®, Bradvek: A evolução das cédulas de polímero.


Sabemos que a primeira cédula de polímero amplamente reconhecida foi efetivamente impressa na Austrália em 1988, utilizando o material conhecido como polipropileno biaxialmente orientado, ou BOPP, na sigla em inglês. No entanto, já no início da década de 1980 havia ocorrido uma tentativa pioneira com esse tipo de tecnologia. A iniciativa partiu da American Bank Note Company (ABNC), que empregou um polímero chamado Tyvek®. O Tyvek® foi desenvolvido pela DuPont nos anos 1950 e patenteado e comercializado a partir da década de 1960. Trata-se de um material 100% sintético, produzido a partir de fibras de polietileno de alta densidade. Leve e extremamente durável, apresenta elevada resistência à abrasão, à água, à penetração bacteriana e à ação do tempo. Por essas características, passou a ser utilizado em diversas aplicações, como embalagens estéreis e industriais, equipamentos de proteção individual (EPIs), revestimentos, entre outras. Além disso, por ser compatível com os processos tradicionais de impressão, parecia não haver motivos para que não se tornasse uma alternativa promissora ao papel na fabricação de cédulas bancárias. A ABNC chegou a imprimir cédulas em Tyvek® destinadas à circulação no Haiti, entre 1980 e 1982, e na Costa Rica, em 1983. Contudo, a tecnologia acabou não prosperando devido a problemas relatados de borramento e baixa aderência da tinta, especialmente em regiões tropicais. Após um curto período de circulação, as cédulas tornavam-se difíceis de reconhecer, comprometendo sua funcionalidade. Nesse mesmo período, a empresa Bradbury Wilkinson, subsidiária da ABNC, lançou em 1983 a cédula acima, utilizando a mesma tecnologia, porém sob o nome comercial de Bradvek. Embora a Ilha de Man esteja longe dos trópicos, a experiência também não teve êxito, sobretudo em razão da baixa aceitação da cédula por parte da população local. Assim, essa primeira investida no uso de polímeros para cédulas foi abandonada, tanto na Ilha de Man quanto no restante do mundo. Ainda assim, em pouco mais de cinco anos, o cenário mudaria significativamente, e o uso do polímero retornaria de forma definitiva à história do papel-moeda.


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