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1 Pound – 1980 – Irlanda

  • awada
  • 1 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de dez. de 2025

Maeve, a rainha-deusa que teve uma morte para lá de estranha!

  



Segundo uma antiga lenda da mitologia celta, a rainha Maeve (ou Medb) foi uma das cinco filhas do rei de Connacht, uma província histórica localizada no oeste da Irlanda. Ela teria vivido muitos séculos antes da era cristã e, devido ao poder e ao fascínio que exercia sobre seu povo, acabou sendo cultuada como uma figura quase divina. Maeve era descrita como uma mulher de beleza impressionante e força incomum, dotada de uma mente afiada e de um talento natural para a estratégia. Era uma líder nata, moldada para enfrentar conflitos e batalhas de todos os tipos. Como guerreira, participou ativamente de diversos combates, pois na sociedade celta as mulheres não eram vistas como frágeis ou incapazes: lutavam com a mesma bravura e determinação que os homens. Seu principal inimigo era o rei de Ulster, curiosamente o primeiro entre seus vários ex-maridos. Naquele contexto cultural, as rainhas tinham o direito de escolher seus consortes, definir os dotes do casamento e, caso estivessem insatisfeitas, optar pelo divórcio — algo notavelmente avançado para a época. Além disso, Maeve simbolizava a sexualidade plena e exuberante na cultura celta, ocupando um papel semelhante ao de Afrodite na mitologia grega ou Vênus na romana. Entre as muitas histórias associadas à sua figura, nenhuma é tão singular quanto a que narra sua morte. Diz a lenda que Maeve assassinou a própria irmã grávida, embora a criança tenha sobrevivido. Anos depois, esse sobrinho, chamado Furbaide, cresceu movido pelo desejo de vingança. Ao encontrar Maeve distraída enquanto se banhava em um lago, ele a atingiu com uma funda — mas, em vez de uma pedra, arremessou um pedaço de queijo. Assim, após sobreviver a guerras, intrigas, traições e inúmeros ex-maridos, a poderosa rainha Maeve encontrou seu fim de uma forma inesperada e quase cômica: derrotada não por uma espada, mas por um projétil digno de uma tábua de laticínios. Uma morte tão inusitada quanto a própria lenda que a eternizou.

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