1 Pound – 1978-84 – Grã-Bretanha
- awada
- 10 de mar. de 2021
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Atualizado: 4 de dez. de 2025
"A natureza e suas leis jaziam ocultas na noite; Deus disse: ‘Faça-se Newton!’ – e tudo se fez luz." (Alexander Pope)


Sir Isaac Newton (1643-1727), retratado no reverso desta cédula, foi um dos cientistas mais influentes de todos os tempos. Físico, matemático, astrônomo e filósofo natural, tornou-se figura central da Revolução Científica. A célebre história da maçã, embora provavelmente embelezada, nasceu de um fato real: Newton realmente relatou ter refletido sobre a queda de um fruto no jardim de sua família, o que o levou a pensar sobre a ação da gravidade. Essas reflexões amadureceram e culminaram em sua obra monumental Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural), publicada em 1687. Nesse livro, ele formulou a Lei da Gravitação Universal e sistematizou as três leis do movimento, que se tornariam a base da Mecânica Clássica por mais de dois séculos. Ao demonstrar matematicamente que as órbitas planetárias descritas por Kepler derivavam de suas leis, Newton foi o primeiro a mostrar que o movimento terrestre e o movimento celeste obedecem ao mesmo conjunto de princípios naturais — uma das sínteses mais poderosas da história da ciência. Newton também fez contribuições decisivas para a óptica: demonstrou, por meio de experimentos com prismas, que a luz branca é composta por diversas cores, e construiu o primeiro telescópio refletor operacional, eliminando distorções presentes nos instrumentos refratores da época. Sua obra matemática inclui ainda a formulação independente do cálculo, desenvolvida simultaneamente a Leibniz. Sua influência perdurou por séculos. Em pesquisas da Royal Society, Newton foi frequentemente apontado como o cientista de maior impacto na história. Reservado e introspectivo, acreditava que a ciência deveria revelar leis universais com rigor e clareza. Em carta a Robert Hooke, expressou uma de suas frases mais célebres — “Se enxerguei mais longe, foi porque me apoiei sobre ombros de gigantes” — reconhecendo a herança intelectual dos mestres que o precederam. E o verso acima de Alexander Pope foi escrito pouco depois de sua morte, sintetizando poeticamente o impacto revolucionário que ele teve sobre a compreensão do mundo natural.


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