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1 Peso - 1914 - México Monterrey 2 Pesos - 1916 - México Yucatan 10 Pesos - 1914 - México Chihuahua

  • awada
  • 12 de ago.
  • 3 min de leitura

Revolucionários: vivos nas trincheiras, mortos nas emboscadas!


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A Revolução Mexicana, que se estendeu entre 1910 e 1920, foi um período marcado por uma guerra civil aberta, pelo colapso das instituições federais e por uma intensa disputa pelo poder central. A revolução começou com a queda do ditador Porfírio Díaz em 1910, que estava no poder desde 1876. Ela foi liderada por Francisco Madero, que em seguida foi assassinado durante um golpe de Estado dado por Victoriano Huerta em 1913. Huerta por sua vez foi derrubado por uma ampla coalizão revolucionária formada pelos constitucionalistas liderados por Venustiano Carranza (os Carrancistas), e pelas forças de Francisco “Pancho Villa” (os Villistas) e de Emiliano Zapata (os Zapatistas). Porém estes três aliados rapidamente se tornaram rivais, o que resultou em um governo central inexistente, com partes distintas do território mexicano controladas por estes três líderes. Ideologicamente, os Carrancistas tinham um perfil mais moderado, já que buscavam reformas políticas e uma nova constituição. Os Villistas e os Zapatistas por sua vez eram mais radicais no social, defendendo uma redistribuição imediata de terras. Em 1914 uma tentativa de conciliar as facções e formar um governo de coalização falhou, fazendo Villa e Zapata se aliarem contra Carranza. De 1915 em diante estava instaurada a guerra civil interna. Carranza derrotou Villa em batalhas decisivas e isolou Zapata mais ao sul. Por fim, em 1916 Carranza consolidou sua posição como chefe do Executivo, mas ainda sem pacificar o país. De qualquer forma, foi criado o ambiente para a Constituição de 1917, que institucionaliza várias demandas revolucionárias como reforma agrária, direitos trabalhistas e controle estatal dos recursos naturais, o que moldaria o México moderno. O período de 1914 a 1916 foi o mais crítico da revolução. Foi quando a política monetária praticamente deixou de existir como algo unificado, já que o Estado central estava fragmentado e cada facção militar ou governo regional controlava sua própria economia e circulação de moeda. O resultado foi uma pluralidade caótica de emissões e rápida desvalorização. Até 1913, o México mantinha um sistema monetário relativamente estável, com cédulas emitidas por bancos autorizados pelo governo federal e lastreadas em prata. Em 1914 esse sistema colapsou, com a prata e o ouro desaparecendo da circulação. A população guardava moedas metálicas como reserva de valor, obrigando as facções a usar papel-moeda fiduciário, que ficaram conhecidos como ‘bilimbiques’, sinônimo de dinheiro sem valor. Cada facção tentava impor sua moeda nos territórios que controlava, proibindo outras emissões. Mas com fronteiras militares extremamente móveis, notas "inimigas" rapidamente perdiam valor ao mudar o controle de uma cidade. Esta situação só normalizou a partir de 1917, com a vitória definitiva dos Carrancistas e com o retorno gradual da confiança da população. As três cédulas vistas acima foram emitidas durante este período caótico. Monterrey foi um importante centro logístico dos constitucionalistas liderados por Carranza. Yucatan também estava alinhado politicamente a Carranza. Já Chihuahua era a base principal do exército de Pancho Villa. Os três líderes centrais desse período tiveram finais violentos, marcados por conspirações internas e acertos de conta. Venustiano Carranza, ao tentar impor um sucessor à presidência em 1920, foi assassinado em uma emboscada. Pancho Villa fez um acordo com o governo central para se retirar da política em troca de terras e anistia, mas foi metralhado em 1923 por um comando a mando provavelmente de autoridades federais. E Emiliano Zapata foi emboscado por um coronel Carrancista em 1919 e em seguida fuzilado, com seu corpo exposto ao público para provar sua morte.

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