1 Peseta – 1951 – Espanha
- awada
- 14 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 15 de dez. de 2025
"Eu nasci pela vontade especial do céu de restaurar a era perdida dos cavaleiros. Eu sou Dom Quixote de La Mancha". (do livro de Miguel de Cervantes)


Esta cédula presta homenagem a um dos personagens mais universais da literatura ocidental: Dom Quixote de La Mancha, criado pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes Saavedra (1547–1616). Publicada em duas partes, nos anos de 1605 e 1615, a obra é considerada o primeiro grande romance moderno e um marco definitivo da literatura em língua espanhola. O livro narra a história de Alonso Quijano, um pequeno fidalgo de meia-idade que, após consumir obsessivamente romances de cavalaria, perde o juízo e decide tornar-se cavaleiro andante sob o nome de Dom Quixote de La Mancha. Movido por ideais ultrapassados de honra, justiça e heroísmo, ele passa a enxergar o mundo real através do filtro da fantasia medieval. Em sua jornada, Dom Quixote é acompanhado por seu fiel escudeiro Sancho Pança, um camponês simples e pragmático, cuja visão realista contrasta com o idealismo delirante de seu mestre. Enquanto Dom Quixote vê castelos onde há estalagens e exércitos onde há rebanhos, Sancho tenta, quase sempre em vão, trazê-lo de volta à realidade. As aventuras da dupla se desenrolam por diversas regiões da Espanha, como La Mancha, Aragão e Catalunha, servindo também como um retrato social e cultural da Espanha do século XVII. Cervantes utiliza o humor, a sátira e a ironia para desmontar os mitos da cavalaria e refletir sobre a natureza humana, o choque entre sonho e realidade e a passagem do tempo. O episódio mais célebre da obra ocorre quando Dom Quixote confunde moinhos de vento com gigantes maléficos e decide enfrentá-los sozinho. Apesar dos alertas de Sancho Pança, ele investe contra as pás giratórias, sendo violentamente derrubado junto com seu cavalo Rocinante. Mesmo ferido, Dom Quixote insiste que um mago maligno transformou os gigantes em moinhos para lhe roubar a glória. Após inúmeras derrotas físicas e morais, Dom Quixote retorna à sua aldeia. Afastado das aventuras, adoece gravemente e, em seus momentos finais, recupera a lucidez, renuncia às fantasias cavaleirescas e pede perdão aos amigos e familiares, encerrando sua trajetória de forma melancólica e profundamente humana.


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