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1 Kwacha – 1976 – Malawi

  • awada
  • 27 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de jan.

“Lago das Estrelas”: Um lago,  muitas nações, uma só paisagem no coração da África.



No verso desta cédula está retratada uma das maiores maravilhas naturais da África: o icônico Lago Malawi. Com cerca de 29.600 km², ele é o terceiro maior lago do continente africano — atrás apenas dos lagos Vitória e Tanganica — e figura entre os dez maiores do mundo em área. Situado no coração do sudeste africano, o lago é compartilhado por Malawi, Moçambique e Tanzânia, embora sua divisão geopolítica seja motivo de disputas e tensões históricas. O Malawi controla a maior parte do lago, especialmente toda a costa ocidental e praticamente toda a porção central e meridional. O Lago Malawi representa cerca de 20% do território nacional e desempenha um papel fundamental na identidade, na economia e na vida cotidiana do país. Moçambique, por sua vez, detém o controle da costa oriental e de áreas ao sul, principalmente na região da província de Niassa, onde o lago é conhecido como Lago Niassa. Estima-se que aproximadamente um quarto de sua superfície esteja sob jurisdição moçambicana. A Tanzânia controla apenas uma pequena faixa na extremidade norte do lago, junto à fronteira com o Malawi. É justamente essa região que constitui o principal foco de disputa entre os dois países, intensificada nas últimas décadas pela possibilidade de reservas de gás natural e petróleo sob o leito do lago. O Malawi sustenta que a fronteira segue os termos do Acordo de Heligolândia-Zanzibar de 1890, firmado entre britânicos e alemães, segundo o qual quase toda a superfície do lago ao norte pertenceria ao então protetorado britânico, hoje Malawi, excetuando-se apenas as águas costeiras moçambicanas. Já a Tanzânia defende que a fronteira deva seguir o princípio da linha mediana, prática comum na delimitação de corpos d’água internacionais. Independentemente das disputas territoriais, o Lago Malawi ocupa uma posição central na vida econômica, cultural e ecológica da região. A pesca constitui uma fonte vital de sustento para milhões de pessoas, enquanto sua extraordinária biodiversidade — com centenas de espécies endêmicas de peixes — atrai turistas do mundo inteiro para atividades como mergulho, snorkeling e passeios de barco. Durante o período colonial, exploradores europeus, como David Livingstone, utilizaram o lago como rota para penetrar no interior do continente. Encantado com o brilho das lanternas dos pescadores refletidas em suas águas à noite, Livingstone o batizou poeticamente de “Lago das Estrelas”.

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