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1.000 Livres – 2011 – Líbano

  • awada
  • 15 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 19 de dez. de 2025

A evolução do alfabeto árabe relembrada nesta cédula.




A história do desenvolvimento do alfabeto é fascinante e ainda hoje apresenta diversas lacunas. Acredita-se que suas origens estejam ligadas ao Egito Antigo, não nos hieróglifos propriamente ditos, mas em sistemas proto-alfabéticos derivados deles, criados por populações semíticas há mais de três milênios. O primeiro alfabeto consonantal plenamente desenvolvido foi o fenício, surgido aproximadamente entre 1200 e 1050 a.C. Muitos dos alfabetos utilizados atualmente descendem direta ou indiretamente desse sistema ou foram fortemente influenciados por ele, especialmente na Europa, no Oriente Médio e em partes da Ásia. O alfabeto mais difundido no mundo moderno é o latino, derivado do alfabeto grego, que por sua vez se originou do alfabeto fenício. Outra variante de grande importância histórica foi o alfabeto aramaico, também derivado do fenício, do qual se desenvolveram diversos sistemas de escrita, entre eles o alfabeto árabe. Este último, apresentado no anverso desta cédula por meio de uma tabela que ilustra sua evolução ao longo do tempo, é atualmente o segundo sistema de escrita mais utilizado no mundo, atrás apenas do alfabeto latino. Diferentemente do alfabeto latino, que representa tanto vogais quanto consoantes, a escrita árabe é classificada como um abjad, no qual os símbolos básicos correspondem essencialmente às consoantes. As vogais são indicadas por sinais gráficos auxiliares, chamados diacríticos, posicionados acima ou abaixo das letras. No uso cotidiano, entretanto, esses sinais geralmente são omitidos. Assim, um falante da língua árabe consegue ler corretamente uma palavra desde que ela já lhe seja conhecida. Por exemplo, a palavra “peixe” em árabe é samak, mas na escrita comum aparecem apenas as consoantes correspondentes a S, M e K (سمك), podendo ser lida como “smk” sem os diacríticos. A inclusão desses sinais (سَمَك) elimina a ambiguidade quanto às vogais. A escrita árabe é essencialmente cursiva, com as letras conectadas entre si, sendo grafada da direita para a esquerda. Além disso, não apresenta distinção entre letras maiúsculas e minúsculas, ao contrário do alfabeto latino.

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