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5.000 Rials – 1983-93 – Irã

  • awada
  • 15 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de dez. de 2025

Da monarquia à república: O Irã no final do século XX.




Em 1979, o Irã passou de uma monarquia autoritária alinhada ao Ocidente, governada pelo xá Mohammad Reza Pahlavi (1919–1980), para uma república islâmica de caráter teocrático, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini (1902–1989). Essa transformação ocorreu por meio de um amplo movimento político e social conhecido como Revolução Islâmica. Entre os fatores que contribuíram para o processo estiveram a repressão exercida pelo regime, em especial pela polícia secreta SAVAK, dificuldades econômicas como inflação e desigualdade social, além da oposição de setores religiosos e tradicionais às políticas de modernização e ocidentalização promovidas pelo Estado. A partir de 1978, uma sucessão de manifestações, greves e confrontos criou um ciclo crescente de instabilidade que enfraqueceu progressivamente o governo do xá. Diante da perda de apoio político interno, da pressão popular e do agravamento de sua saúde, Mohammad Reza Pahlavi deixou o país em janeiro de 1979, oficialmente em uma “viagem temporária”, após nomear o oposicionista moderado Shapour Bakhtiar como primeiro-ministro. Sua saída marcou, na prática, o colapso da monarquia, que seria formalmente abolida meses depois por meio de um referendo popular. Khomeini, crítico consistente do regime desde os anos 1960, havia sido preso em 1963 e exilado em 1964, vivendo inicialmente no Iraque. Em 1978, sob pressão do governo iraniano, foi expulso pelo regime de Saddam Hussein e transferiu-se para a França, onde passou a coordenar a oposição ao xá, utilizando declarações públicas, gravações e entrevistas que tiveram ampla circulação no Irã. Em fevereiro de 1979, após cerca de quinze anos de exílio, Khomeini retornou ao país e rapidamente se consolidou como a principal autoridade política e religiosa do novo regime, exercendo a função de Líder Supremo até sua morte, em 1989. Décadas após sua morte, Khomeini permanece como uma figura central na memória política iraniana. Seu legado ideológico e institucional continua presente nas estruturas do Estado e na simbologia oficial. Sua imagem é amplamente exibida em espaços públicos e privados, incluindo repartições governamentais, hospitais, hotéis e estádios, além de figurar em diversas cédulas do país. Na apresentada acima, ele é retratado como líder de um movimento popular, acompanhado por clérigos islâmicos em uma cena que remete ao contexto mobilizador da Revolução Islâmica.

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