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200 Dinars– 1992 – Argélia

  • awada
  • 16 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 23 de jan.

Escolas do Alcorão: A educação religiosa no mundo islâmico.



A imagem no anverso desta cédula retrata o que, no mundo islâmico, é conhecido como Escolas do Alcorão. Essas instituições, geralmente localizadas no interior ou nas imediações de uma mesquita, recebem meninos e meninas entre 6 e 15 anos com o objetivo de familiarizá-los com o Alcorão, o livro sagrado do Islã. Em um primeiro estágio, as crianças aprendem, por meio da memorização e da repetição, os versos mais curtos do Alcorão, necessários para a realização das orações diárias. Em seguida, inicia-se o aprendizado do alfabeto árabe e da formação de sílabas. Nesse ponto, os alunos já são capazes de ler as primeiras passagens do Alcorão. Esses dois estágios, que podem durar de 6 a 18 meses, compõem o nível elementar, considerado essencial para que todo muçulmano possa orar e cumprir seus deveres e cerimônias religiosas. Algumas crianças prosseguem para o nível secundário, que apresenta um currículo mais amplo, abrangendo a interpretação do Alcorão, os ensinamentos do profeta Maomé, a literatura islâmica, aspectos legais, tradições, rituais, normas de conduta pessoal e organização social. Esse nível é aberto a estudantes de qualquer idade. A partir daí, o aluno pode ingressar no nível universitário e se especializar em uma área específica, o que o habilita a obter uma licença para exercer seu aprendizado como imã (professor). Esse sistema educacional, no entanto, carece da estrutura rígida e padronizada das escolas formais, que possuem níveis e programas de ensino claramente segmentados. Em razão disso, alguns países islâmicos — especialmente na África, onde muitas vezes não é viável retirar as crianças dessas instituições — vêm buscando complementar ou fortalecer o ensino religioso com a introdução de aulas básicas de matemática, ciências e línguas estrangeiras. Um aspecto negativo das Escolas do Alcorão é que, em certos locais, como em algumas regiões do Sudão, há registros de crianças mantidas sob coerção e em condições precárias. Nesses casos, são exigidas longas jornadas diárias de estudo, o brincar é proibido e tentativas de fuga são severamente punidas, com o aprendizado restrito quase exclusivamente à memorização do Alcorão, sem acesso a outros conhecimentos.

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