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20 Korun Ceskoslovenskych – 1949 – Checoslováquia

  • awada
  • 16 de jul. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 10 de jan.

O “Divórcio de Veludo”: A pacífica dissolução da Tchecoslováquia.



No final da Primeira Guerra Mundial, a derrota dos impérios Alemão e Austro-Húngaro possibilitou o surgimento de diversos novos Estados-nação na Europa Central e Oriental. Um deles foi a Checoslováquia, proclamada em 1918. Os checos constituíam cerca de 50% da população inicial do novo país, enquanto os eslovacos representavam aproximadamente 15%. Embora os checos possuíssem uma longa tradição estatal, os eslovacos nunca haviam tido um Estado próprio. Ainda assim, a grande proximidade linguística e cultural entre os dois povos contribuiu para a coesão inicial do país recém-criado. O restante da população era formado por alemães, húngaros, poloneses e outras minorias étnicas, reflexo das dificuldades inerentes ao traçado de novas fronteiras após o colapso de um império multinacional e poliglota. No final da década de 1930, Adolf Hitler, então no poder na Alemanha, voltou-se para a numerosa população alemã dos Sudetos, região da Checoslováquia que acabou sendo anexada pelo Terceiro Reich. Esse processo culminou na desintegração do país em 1939, com a criação do Protetorado da Boêmia e Morávia e de um Estado eslovaco formalmente independente, mas subordinado à Alemanha nazista. Após a Segunda Guerra Mundial, a Checoslováquia foi reunificada. Em 1948, contudo, os comunistas tomaram o poder por meio de um golpe apoiado pela União Soviética, fazendo do país um dos últimos da Europa a integrar o bloco oriental por trás da chamada “Cortina de Ferro”. No final da década de 1980, a incapacidade da União Soviética de sustentar a corrida armamentista com o Ocidente e a necessidade urgente de reformas internas levaram o líder soviético Mikhail Gorbachev a abandonar a política de intervenção militar nos países do bloco socialista. Sem o respaldo dos exércitos soviéticos, os regimes comunistas da Europa Oriental começaram a ruir. No outono de 1989, a Checoslováquia foi palco de protestos em massa que ficaram conhecidos como a “Revolução de Veludo”, em referência ao seu caráter pacífico e bem-sucedido, culminando na realização de eleições livres em 1990. A partir desse momento, as divergências políticas e econômicas entre checos e eslovacos tornaram-se cada vez mais evidentes, conduzindo à dissolução do Estado comum. Diferentemente do violento colapso da ex-Iugoslávia, marcado por guerras e limpezas étnicas, a separação da Checoslováquia ocorreu de forma negociada e pacífica. Em 1993, surgiram oficialmente a República Tcheca e a Eslováquia, em um processo que ficou conhecido como o “Divórcio de Veludo”.

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