top of page

20.000.000 Dinaras – 1993 – República Sérvia de Krajina

  • awada
  • 13 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 10 de jan.

A difícil convivência entre sérvios (cristãos ortodoxos), croatas (católicos) e bósnios (mulçumanos).



Krajina, um topônimo de origem eslava que significa “fronteira”, deu nome a uma efêmera entidade política conhecida como República Sérvia de Krajina. Não reconhecida internacionalmente, ela existiu entre 1991 e 1995 e situava-se ao longo da fronteira entre as atuais Croácia e Bósnia e Herzegovina. Sua trajetória está diretamente ligada ao processo de desintegração da Iugoslávia no início da década de 1990. Em 1990, o então presidente iugoslavo Slobodan Milošević lançou o projeto da chamada “Grande Sérvia”, cujo objetivo era unificar todos os sérvios em um único Estado. Incentivados por essa política, os sérvios da região de Krajina iniciaram um movimento de autoproclamação que culminou, em 1991, na criação da Região Autônoma Sérvia de Krajina. Desde o início, essa entidade declarava a intenção de se separar da Croácia caso esta proclamasse sua independência da Iugoslávia. Ainda em 1991, os sérvios de Krajina e da Região Autônoma Sérvia da Eslavônia decidiram romper com o controle croata, permanecendo, contudo, vinculados à República da Iugoslávia. Sem qualquer reconhecimento internacional, a situação rapidamente se agravou: tropas iugoslavas foram enviadas à região, dando início aos primeiros confrontos armados entre sérvios e croatas pela hegemonia desses territórios. No mesmo ano, a Croácia declarou sua independência da Iugoslávia e obteve reconhecimento da Comunidade Europeia, aprofundando ainda mais o conflito. Após anos de guerra, em 1995 o exército croata lançou a chamada “Operação Tempestade”, com a qual reconquistou grande parte do território da República Sérvia de Krajina. A ofensiva resultou na expulsão de dezenas de milhares de sérvios que viviam na região, marcando de forma definitiva o colapso da entidade separatista. No final daquele ano, foi assinado o Acordo de Dayton — também conhecido como Protocolo de Paris — que pôs fim ao conflito na Bósnia e Herzegovina. Entre outras disposições, o acordo previa o direito de retorno dos refugiados sérvios de Krajina às suas casas e a reintegração pacífica da Eslavônia Oriental à Croácia. A cédula de 20 milhões de dinares ilustra de maneira eloquente o impacto econômico desse período turbulento. A hiperinflação, quase inevitável em contextos de guerra e instabilidade política, atingiu Krajina de forma avassaladora. Entre 1992 e 1994 ocorreram quatro emissões monetárias, totalizando 37 cédulas diferentes, com valores que iam de modestos 10 dinares até a impressionante denominação de 50 bilhões de dinares.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page