2.000 Won – 2018 – Coréia do Sul
- awada
- 13 de abr. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 20 de dez. de 2025
Tradição, arte e vida moderna se fundem nesta bonita cédula comemorativa.


Esta cédula comemorativa celebra os Jogos Olímpicos de Inverno realizados em 2018 na cidade de PyeongChang, na Coreia do Sul. Em seu reverso são apresentadas sete modalidades dos esportes de inverno, com atletas competindo no biatlo, bobsleigh, curling, hóquei no gelo, luge e salto de esqui ao fundo, enquanto em primeiro plano destacam-se duas atletas em plena disputa na patinação no gelo, transmitindo dinamismo e movimento. Entretanto, o elemento mais marcante da cédula é o seu anverso, apresentado em design vertical, que exibe a figura de um tigre sob um arbusto. A imagem foi inspirada em uma célebre obra-prima da pintura coreana intitulada “Tigre debaixo de um pinheiro”, criada por Kim Hong-do (1745–c.1806), um dos mais importantes artistas do século XVIII e membro destacado da corte real da dinastia Joseon. Kim Hong-do, também conhecido pelo nome artístico Danwon, foi amplamente reconhecido por suas pinturas de gênero, retratos da vida cotidiana e paisagens, sendo considerado um mestre na observação precisa da natureza e do comportamento humano e animal. Nesta obra, Kim Hong-do demonstra notável habilidade técnica ao retratar o tigre-coreano de forma surpreendentemente realista. O animal é representado com corpo robusto, postura vigilante e expressão atenta, transmitindo tanto força quanto elegância. As listras de sua pelagem são construídas por meio de delicadas gradações de tinta e sombras sobrepostas, compostas por milhares de pinceladas finas, que conferem profundidade, textura e naturalidade à figura. Mesmo na reprodução presente na cédula, é possível perceber a maestria do artista em capturar a vitalidade do animal, fazendo com que o tigre pareça prestes a se mover a qualquer instante. A imponente presença física do tigre, aliada à sensação de agilidade, flexibilidade e tensão contida, revela a capacidade de Kim Hong-do de unir precisão anatômica e expressividade artística. Essa combinação confere à obra uma energia quase viva, capaz de causar fascínio imediato no observador. Na cultura coreana, o tigre ocupa um lugar especial no imaginário popular. Considerado uma criatura mística e protetora, ele simboliza autoridade, coragem, força espiritual e autoproteção, sendo frequentemente associado à defesa contra forças malignas. O chamado tigre-coreano (Panthera tigris coreensis) é, na verdade, uma subespécie do tigre-siberiano, que outrora habitava a Península Coreana e o sul da Manchúria. Infelizmente, devido à caça e à perda de habitat, essa população encontra-se extinta desde meados do século XX. Não por acaso, o mascote escolhido para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 foi um tigre branco chamado Hodori, reforçando o profundo vínculo entre esse animal simbólico, a identidade cultural coreana e o espírito de força, proteção e perseverança que os Jogos Olímpicos procuram representar.


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