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10 Manat – 1992 e 2005 – Azerbaijão

  • awada
  • 23 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

A lenda da "Donzela de Fogo": A guardiã flamejante da cidade murada de Baku.






Estas duas cédulas do Azerbaijão retratam um antigo desenho da cidade-fortaleza medieval de Baku e a sua mais célebre construção: a Torre da Donzela. Possivelmente iniciada entre os séculos V e VI e concluída no século XII, a torre integra, junto com a Cidade Murada de Baku, a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO. Mais do que um monumento arquitetônico, a Torre da Donzela está profundamente enraizada na história, na cultura e no imaginário do Azerbaijão. Tornou-se um dos emblemas nacionais mais distintivos do país, figurando em inúmeras emissões de cédulas ao longo do tempo. Evidências arqueológicas e arquitetônicas sugerem que ela pode ter servido como a chamada “Torre-Templo do Fogo” dos zoroastrianos, já que possuía sete aberturas em seu topo, possivelmente destinadas a fogueiras rituais. O zoroastrismo, uma das religiões mais antigas do mundo, baseia-se nos ensinamentos do profeta iraniano Zoroastro e no texto sagrado conhecido como Avesta. Essa tradição religiosa acreditava na existência de sete etapas espirituais para se alcançar o céu, o que reforça a associação simbólica entre a torre e o culto ao fogo. Ao longo dos séculos, diversas lendas passaram a envolver a Torre da Donzela, sendo a mais conhecida a da virgem de cabelos de fogo que teria salvado Baku da escravidão. Conta a tradição que, em certo momento da história da cidade, um poderoso inimigo cercou a fortaleza e exigiu a rendição de seu povo. Diante da recusa, iniciou-se um cerco implacável, com o corte do abastecimento de água e alimentos, visando à destruição da cidade e à escravização de seus habitantes. Em desespero, os sacerdotes de Baku suplicaram ajuda ao deus Ahura Mazda. Sensível às preces, o deus fez descer do topo da torre uma grande chama, da qual emergiu uma jovem de extraordinária beleza, com longos cabelos cor de fogo. Ela tranquilizou o povo, afirmando que havia vindo para salvá-los, e pediu apenas uma espada e um capacete, para que o inimigo não visse seus cabelos flamejantes. Ao sair pelos portões da fortaleza, a jovem foi confundida com o campeão de Baku. O comandante inimigo aceitou o combate, acreditando que o destino da batalha seria decidido ali. Após uma luta intensa, o “herói” da fortaleza derrotou o comandante e encostou a espada em seu pescoço. Surpreso, o inimigo pediu que o vencedor retirasse o capacete. Ao descobrir que se tratava de uma mulher, exclamou admirado que, se até as mulheres de Baku eram tão corajosas, jamais conseguiria conquistar aquela cidade.

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